Introdução

A Accendis lança no mercado um curso intensivo e totalmente inovador destinado a pessoas que trabalham há algum tempo com o .NET e que costumam desenvolver aplicações corporativas comuns.

Com este modelo de treinamento, nós buscamos trazer para os desenvolvedores, líderes e gerentes de equipes de desenvolvimento uma visão mais moderna de como arquitetar e implementar aplicações .NET de forma mais objetiva e atual. Tudo isso em apenas 5 dias ou 10 noites! As aulas são todas realizadas em C#. Este curso está disponível também em versão in-company, permitindo que seus funcionários tenham um treinamento intensivo e qualificado sem custos com transportes e acomodação.

Vamos detalhar agora o que você aprenderá em cada aula.

Parte 1 – Conceitos modernos de orientação a objetos com C#

Conhecendo melhor o LINQ to Objects e LINQ to XML

Nesta parte do curso, após conhecermos melhor o que o C# tem a oferecer, vamos investir no conhecimento do LINQ em si. Vamos entender sobre o que faz o LINQ, quais suas aplicações e suas revolucionárias formas de se trabalhar com dados. Vamos também lidar com arquivos XML utilizando LINQ to XML, que por si só já é outra forma revolucionária de se trabalhar com dados XML.  Vamos falar sobre tipos anônimos, IEnumerable, IEnumerable<T>, IQueryable<T> e LINQ providers para quaisquer tipos de fonte de dados.

Coleções genéricas e concorrência

Você aprenderá sobre coleções genéricas com .NET, como filas, listas e pilhas. Para acrescentar ao tema, vamos explicar também sobre como usar estas listas utilizando múltiplas threads e também, aprenderá sobre as novas coleções que suportam concorrência, recém-surgidas no .NET 4.0. Você verá exemplos de múltiplas threads manipulando os mesmos objetos tanto para leitura como escrita simultânea. Vamos mostrar também operações que possam ser realizadas utilizando o PLINQ, isto é, paralelismo utilizando LINQ. Também serão expostas práticas comuns para criar coleções customizadas a partir de coleções existentes no framework.

Tipos genéricos e Herança

Vamos explicar sobre design de tipos genéricos, como classes, métodos, interfaces e delegates. O aluno receberá uma aula de cultura geral destinados mostrar o que é e o que não é legal fazer quando se trata de montar uma estrutura de classes. Vamos ver boas práticas ao montar herança, polimorfismo, eventos e muito mais!

Novidades no C# no Framework 3.5 e 4.0

Vamos fazer uma caminhada desde o C# do .NET Framework, explicando a teoria de métodos anônimos, uso de delegates e suas aplicações até chegar nas novidades que surgiram no .NET 3.5, como lambda expressions, delegates genéricos, utilização de LINQ, selectors, tratamento de coleções e enumerações, utilização de Extension Methods e suas implicações tanto ao utilizar LINQ como para outros tipos de situações. Vamos demonstrar novidades do C# no .NET 4.0 como métodos nomeados e introdução a linguagens dinâmicas.

Organização e boas práticas do dia-a-dia

Com todo o conhecimento adquirido, vamos fechar este módulo do curso falando sobre boas práticas no design de classes, métodos, eventos e boas práticas utilizando LINQ, Herança e todas as funcionalidades do C# disponíveis. Vamos mostrar como criar projetos organizados e como evitar que os projetos virem uma bola de neve. Este tema será revisto nos módulos seguintes.

Parte 2 – Arquitetura N-Camadas e Engenharia de Software

Este módulo é o coração deste curso. O treinamento deverá expor para os alunos noções básicas de engenharia de software, clarificando pontos-chave do processo de criação de sistemas modernos como a divisão/necessidade de camadas, testes, protótipos, provas de conceito e não menos importante, opções de projeto considerando requisitos não-funcionais como performance, segurança, escalabilidade e demais requisitos.

Conceito de camadas e fluxo de dados

Vamos abrir o segundo módulo deste treinamento tocando em um tema que invariavelmente todos os desenvolvedores de aplicações corporativas precisam conhecer: a organização do software em camadas. Vamos falar sobre fluxo de dados, processos, criação de componentes, responsabilidades de área do sistema. Vamos falar sobre testabilidade, modelagem de classes, provas de conceito e muito mais.

Acesso a dados

Aqui nós explicamos as funções das camadas de acesso a dados assim como explicamos também a necessidade de ferramentas ORM e também, explicamos sobre transações no banco de dados e também, boas práticas no design de camadas de acesso a dados. Os exemplos são apresentados com o SQL Server 2008. Também falaremos sobre as ferramentas ORM mais comuns.

Regras de negócio

Nesta parte do curso nós focamos na construção de uma camada de negócios forte, reutilizável e concentrando todo o domínio da aplicação. Utilizaremos conceitos de Domain-Driven Design. O aluno aprenderá sobre como construir o domínio e os processos que utilizam este domínio.

Camadas de Serviços

Nesta parte o aluno aprende a expor as regras e processos de sua aplicação para o mundo exterior através da exposição de serviços. Vamos falar sobre troca de dados entre sistemas, web services, WCF, formas de comunicação entre módulos e sistemas, entre outros conceitos. Vamos estabelecer as bases para a criação de sistemas distribuídos modernos, onde poderemos ter múltiplos tipos de aplicações acessando os mesmos serviços expostos. Vamos falar sobre SOA, mas não entraremos em detalhes sobre extenso assunto.

Camadas de apresentação

O aluno terá entendimento sobre o papel das interfaces de usuário nos sistemas, considerando toda a arquitetura do sistema. Vamos levar a discussão para o modelo de software orientado a serviços, onde é necessário que a camada de apresentação contenha apenas o mínimo de regras de negócio. Vamos mostrar falar sobre tecnologias atuais para se montar a camada de apresentação, como ASP.NET,ASP.NET MVC, Silverlight, WPF, Windows Forms e Compact Framework.

Construção de bibliotecas utilitárias

Aqui o workshop estimula o aluno a pensar sobre a criação de componentes de uso geral, tanto no projeto como em vários projetos. Com estes conceitos o aluno também aprende a não misturar lógica reutilizável com as camadas da aplicação.

Guia para testes unitários

Vamos explicar como criar testes unitários de forma prática, mostrando ferramentas que já vêm instaladas no Visual Studio e também, utilizando ferramentas de terceiros. Vamos apresentar conceitos sobre testes unitários simples, testes com banco de dados, teste de camadas de negócios. Não vamos abordar o teste automático de interface pois é um tema relativamente extenso, que não cabe numa proposta de workshop. Vamos falar também sobre criação de mocks e stubs. Vamos explicar também sobre a importância de testes unitários para o ciclo de desenvolvimento da aplicação, tornando-o como uma ferramenta importantíssima na gestão do software como um todo.

Endereçando requisitos diversos

Neste ponto o treinamento de volta para opções comuns de solução encontradas no ecossistema .NET para vários tipos de situação como segurança, caching, log, auditoria, performance, etc… O treinamento busca trazer para a sala de aula situações vividas em grandes projetos e claro, lessons-learned de nossa experiência de mercado.

Frameworks de uso geral disponíveis no mercado

O aluno conhecerá alguns dos frameworks úteis mais famosos como o Enterprise Library, NUnit e Telerik. Com isso, o aluno poderá evitar a reinvenção da roda ao utilizar bibliotecas prontas.

Parte 3 – Entity Framework

As ferramentas ORM são muito utilizadas no mundo das aplicações corporativas pois aceleram o desenvolvimento de sistemas simples a moderadamente complexos. Com este tipo de ferramenta o desenvolvedor não precisa ficar escrevendo explicitamente o código para manipular um banco de dados específico.

Com o surgimento do LINQ, o desenvolvedor ganhou a possibilidade de escrever código similar a consultas SQL dentro do .NET. Como conseqüência direta, a Microsoft criou o Entity Framework para mapear tabelas do banco de dados em objetos do .NET, de maneira automática. O NHIbernate já faz isso há algum tempo. A primeira versão do EF foi particularmente ruim para se trabalhar, embora ainda seja um grande auxílio para o desenvolvedor. O .NET 4.0 trouxe grandes evoluções nesta ferramenta, que agora torna muito mais fácil atuar em situações onde seja necessário lazy-loading, model-first development (seguindo assim uma prática do Domain-Driven Design) e também, facilidades na hora de salvar e alterar objetos ou grafos de objetos.

Vamos aprender a lidar com todos os cenários comumente encontrados como manipulação de tabelas simples, relações 1-N, N-N e também, as conseqüências do uso do Entity Framework na sua camada de negócios. Você verá que o uso do EF poderá ser uma excelente forma de economizar na construção do seu aplicativo e com isso, entregar seu projeto de forma mais rápida.

Os exemplos já serão mostrados utilizando o Visual Studio 2010 e o .NET Framework 4.0. Com isso, você terá em suas mãos o que há de mais moderno de tecnologia Microsoft para realizar acesso a dados.

Parte 4 – Windows Communication Foundation (WCF)

Este módulo é mais do que a simples explicação do que é o WCF. Antes de tudo, visamos motivar o aluno a ganhar mais cultura, expondo sobre o que são serviços e aplicações modernas, que hoje em dia não rodam apenas num mesmo tipo de cliente, mas podem rodar de diversas formas simultaneamente.

Vamos apresentar idéias e opções para o aluno de forma que ele tenha em suas mãos a total capacidade de decidir sobre como e qual tecnologia usar para resolver um determinado problema. Queremos passar ao aluno o senso crítico de como criar aplicações realmente escaláveis, distribuídas e simples de serem criadas.

Vamos entrar no detalhe da criação de serviços, exposição de serviços e dicas de construção e organização do serviço. O aluno poderá atender cenários Windows e não-Windows em suas aplicações. Suas soluções poderão conversar com serviços feitos tanto em uma linguagem .NET como outra como Java, por exemplo.

Finalmente, vamos contemplar cenários onde as camadas de apresentação fazem acesso ao serviço, mostrando o poder do uso da tecnologia .NET atual. Também vamos expor sobre tecnologias novas que a Microsoft está lançando para complementar o WCF e com isso, acelerar o ciclo de desenvolvimento de novos sistemas. E obviamente, vamos demonstrar alguns conceitos de SOA para que o aluno consiga seguir adiante nesta linha arquitetura de sistemas.

Parte 5 – Práticas estendidas com aplicação Real

Com tudo o que foi lecionado até o momento, os alunos terão este módulo para desenvolver em conjunto com os professores uma aplicação de exemplo com situações reais de integração, usando tudo o que foi mencionado até o momento. Vamos fazer uma aplicação que utilize Entity Framework, SQL Server 2008, WCF, utilizando uma arquitetura em camadas. E como exemplo de clientes, vamos utilizar o ASP.NET e também, um cliente Silverlight para demonstrar outras possibilidades com o .NET 4.0.

Grande Abraço!

Equipe Accendis

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Continuando a série RIA – Silverlight, esse artigo visa demonstrar os procedimentos necessários para instalação e configuração adequada das ferramentas para se trabalhar com o Microsoft Silverlight.

Quais as ferramentas necessárias?

As duas principais ferramentas utilizadas no desenvolvimento de RIA com Silverlight 3 são o Expression Blend 3 e o Microsoft Visual Studio 2008. Existem algumas outras ferramentas complementares que auxiliam no trabalho como o Deep Zoom Composer e o Sketchflow.

Cada uma das ferramentas citadas tem suas importâncias e objetivos. O Expression Blend é a ferramenta apropriada para o desenho das interfaces e animações. Com uma interface muito prática e amigável pode-se criar interfaces bem elaboradas com pouca mão de obra, o que permite grande produtividade ao se trabalhar com Silverlight.

O Visual Studio 2008 não oferece toda essa facilidade ao trabalhar com o desenvolvimento de interface e animações, porém é a melhor ferramenta para a implementação e codificação dos eventos e processos da aplicação. Dessa forma as duas ferramentas são complementares.

O Deep Zoom Composer é utilizado para preparação de imagens de alta resolução para serem utilizadas pelo recurso Deep Zoom do Silverlight. O Deep Zoom permite a utilização de zoom em animações Silverlight com baixo peso e sem afetar a performance da aplicação.

Por último o Sketchflow que é uma ferramenta utilizada para criação de protótipos de interfaces. Através dessa ferramenta pode-se desenhar rapidamente o fluxo de telas de uma aplicação. Após o planejamento de todo o fluxo de telas no Sketchflow pode-se importar o trabalho para o Expression Blend e grande parte do trabalho de criação efetiva das telas do sistema já estará adiantado.

Em que site posso fazer os downloads?

Cada uma das ferramentas está disponível para download em uma área diferente do site da Microsoft. Para auxliá-lo a encontrá-las organizei os links para download de cada uma delas:

Microsoft Visual Studio 2008 (Trial 90 dias)
http://msdn.microsoft.com/en-us/vstudio/aa700831.aspx

Microsoft Expression Blend  + SketchFlow (Trial 60 dias)
http://www.microsoft.com/downloads/details.aspx?FamilyID=e82db5e2-7106-419e-80b0-65cce89f06bb&displaylang=en

Deep Zoom Composer
http://www.microsoft.com/downloads/details.aspx?displaylang=en&FamilyID=457b17b7-52bf-4bda-87a3-fa8a4673f8bf

Qual a melhor ordem de instalação?

Recomendo que siga a ordem abaixo:

  1. Microsoft Visual Studio 2008
  2. Microsoft Visual Studio Service Pack 1 (Recomendado)
  3. Microsoft Expression Blend / Sketchflow
  4. Deep Zoom Composer

Silverlight Toolkit

Agora que todo o ambiente para desenvolvimento já está instalado adequadamente você estará pronto para iniciar o desenvolvimento de aplicativos Silverlight. Mas eu gostaria de aproveitar esse post para sugerir alguns pacotes extras que podem ser interessantes e inclusive serão utilizados nos posts de sequência dessa série.

Assim como existe o Ajax Control Toolkit para utilização no ASP.NET, foi desenvolvido o Silverlight Toolkit, uma biblioteca de componentes para ser utilizada no Silverlight. Essa biblioteca contém controles e componentes que não fazem parte do pacote inicial do Silverlight mas que normalmente são bastante úteis nas mais variadas aplicações. Dessa forma é um recurso bastante útil e que vale a pena ser estudado.

Para baixar o toolkit utilize o link abaixo:
http://silverlight.codeplex.com/Release/ProjectReleases.aspx?ReleaseId=36060

RIA Services

Outro assunto muito comentado quando se fala de RIA com Silverlight é o RIA Services. A principal idéia dessa tecnologia é simplificar a criação de aplicações N-Camadas em plataforma web. Esse tema será abordado mais adiante em nosso blog. Para utilizar esse recurso necessita-se instalar esse framework que está disponível para download no link abaixo:
http://www.microsoft.com/downloads/details.aspx?FamilyID=76bb3a07-3846-4564-b0c3-27972bcaabce&displaylang=en

Prontos para o trabalho

Essas são as principais ferramentas e recursos utilizados para desenvolvimento de RIA com Silverlight.

Caso encontre algum problema na instalação ou configuração sinta-se a vontade para comentar no post e farei o possível para ajudá-lo.

Dentro de alguns dias escreverei mais um artigo, dessa vez levando-o a sua primeira experiência prática com Silverlight.

Um grande abraço a todos.

Aubry Maciel
Siga-me no twitter: @aubrymaciel

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Visão Geral

Nos dias de hoje é comum visitarmos sites e aplicações construídas com recursos de interface visual bem trabalhados, sem posts visíveis HTTP (refreshs) e com conceitos de usabilidade inovadores. Esse tipo de recurso traz ao usuário final uma experiência de uso muito mais agradável sobre sua aplicação.

Em meio a esse novo cenário de aplicações para internet surge o termo RIA (Rich Internet Applications), assunto que abordarei com a profundidade adequada durante essa nova série de posts. Essa série, entitulada RIA, terá como foco o desenvolvimento de aplicativos RIA utilizando Silverlight.

Vamos iniciar a série com uma visão geral sobre RIA e Silverlight.

O que é RIA?

A sigla RIA vem do termo Rich Internet Applications. Esse tipo de aplicação é a nova tendência para aplicativos web. Considero RIA como uma tendência por ainda ser conceito pouco difundido. Porém acredito que exista uma grande probabilidade de se solidificar devido as suas inovações.

Esse conceito de aplicativo permite ao usuário uma navegação e utilização muito mais confortável do que os aplicativos web convencionais. Os recursos visuais podem ser explorados com muito mais facilidade. Pode-se criar animações e efeitos audio-visuais com qualidade e baixo “peso”, ideal para aplicativos de internet. Mas as principais vantagens não são essas. Na perspecção de sistemas em aplicativos web (aplicativos que não são apenas sites) ganha-se muito em recursos de usabilidade e poder no que diz respeito a relativa mudança na arquitetura.

Os aplicativos web tradicionais funcionam da seguinte forma:

Explicação de arquitetura cliente-servidor em web.

Explicação de arquitetura cliente-servidor em web.

  1. Toda vez que uma página é requisitada ao servidor, ocorre um processamento e uma resposta em HTML é enviada para o navegador (cliente). Essa resposta é renderizada e uma página é visualizada pelo usuário.
  2. A cada nova interação do usuário com o sistema uma nova requisição é enviada ao servidor seguida por uma nova resposta. O navegador renderiza a página novamente. Esse refresh incomoda muito o usuário durante a utilização da aplicação.
  3. Com o surgimento do AJAX, tornou-se possível a renderização parcial da página, o que diminui o tamanho das requisições e respostas, tornando os aplicativos muito mais rápidos. O uso do AJAX também evita o refresh e a necessidade de renderização da página inteira, o que torna a aplicação muito mais confortável para o usuário.

A arquitetura RIA funciona de maneira um pouco diferenciada, principalmente no que diz respeito a tecnologia Silverlight. Os detalhes de funcionamento da tecnologia estão descritos no próximo tópico desse post.

O conceito de RIA já existe a alguns anos, porém tornou-se conhecido no mercado brasileiro apenas no ano de 2009. Isso ocorreu pelas limitações de conexão de internet. Para trabalhar confortavelmente com aplicações RIA, necessita-se de melhores conexões de internet, coisa que se tornou realidade no Brasil apenas nos últimos anos.

Existem diversas tecnoligias para desenvolvimento de aplicações RIA. Dentre as principais estão: Adobe Flex + Flash e Microsoft Silverlight.

Como a Accendis é uma empresa especializada em tecnologia Microsoft, utilizaremos como tecnologia base de nossos artigos o Silverlight.

Conhecendo o Microsoft Silverlight

Conforme comentei no tópico anterior o Silverlight é a tecnologia da Microsoft para criação de aplicações RIA. O Silverlight deriva do WPF (Windows Presentation Foundation) e pode ser considerado uma versão mais compacta e leve para rodar na máquina do cliente sem a necessidade da instalação do Microsoft .NET Framework.

Para o funcionamento do Silverlight é necessária a instalação de um plugin, assim como é costumeiro se fazer com o Adobe Flash. A Microsoft disponibilizou esse plugin para ser instalado nos mais variados navegadores, dentre eles: Internet Explorer, Mozilla Firefox, Safari e outros.

A arquitetura básica de funcionamento de um aplicativo Silverlight é um pouco diferente dos aplicativos web convencionais conforme ilustrado pela figura abaixo:

Ilustração do funcionamento de um aplicativo Silverlight

Ilustração do funcionamento de um aplicativo Silverlight

  1. Quando o usuário acessa o endereço do aplicativo web uma requisição é realizada e um processamento acontece no servidor, assim como acontece nos aplicativos web convencionais. Da mesma forma o servidor gera uma resposta em HTML que é recebida e renderizada em formato de página pelo navegador.
  2. Em meio ao conteúdo da página está a referência para um objeto Silverlight, o que pode ser comparado as referências realizadas para animações criadas em Adobe Flash.
  3. O navegador verifica se o plugin do Silverlight está instalado. Em caso negativo solicita o download e instalação para o usuário.
  4. Se o Silverlight já está instalado na máquina do cliente o navegador inicia o download do aplicativo Silverlight que será exibido como parte do contéudo da página acessada.
  5. O aplicativo baixado roda no contexto do cliente, e todos os eventos e ações da aplicação são processados no cliente. O servidor recebe novas requisições apenas quando são necessárias consultas a banco de dados ou objetos que se encontram nele. Dessa forma o processamento das funcionalidades de interface ocorre na máquina do cliente.

A primeira impressão que todo o desenvolvedor web tem ao analisar essa arquitetura é que o Silverlight terá acesso completo aos recursos da máquina cliente. Isso ajudaria a solucionar diversos problemas encontrados no desenvolvimento de aplicativos web, mas também traria uma exposição de segurança muito grande. Dessa forma o Silverlight tem acesso bem limitado aos recursos da máquina cliente, semelhante às restrições em aplicações que utlizam o Adobe Flash.

Quais ferramentas utilizar para desenvolver?

As ferramentas mais importantes no desenvolvimento de aplicativos Silverlight 3 são o Expression Blend 3 e o próprio Visual Studio 2008. O primeiro é mais apropriado para a criação do design, animações e telas da aplicação, enquanto o Visual Studio é mais apropriado para a implementação dos eventos e funcionalidades.

No próximo post que estará no ar dentro de poucos dias explicarei os procedimentos necessários para a preparação do ambiente de desenvolvimento Silverlight.

Quais as linguagens utilizadas?

Como o Silverlight é uma versão compacta do WPF (Windows Presentation Foundation) que faz parte do Microsoft .NET Framework as linguagens de desenvolvimento são as mesmas. A linguagem utilizada para a criação do design, efeitos e animações das telas é uma linguagem de markup conhecida como XMAL (lê-se zamel). Assim como no ASP.NET, os arquivos de codebehind podem ser criados nas linguagens suportadas pelo Microsoft .NET Framework: C# e VB.NET.

Hoje já existem bons livros e materiais falando sobre o assunto e tratando o conceito de RIA de forma bastante profissional.
A tecnologia ainda não tem popularidade para ser comparada ao ASP.NET, porém acompanha as tendências e evoluções da web e com certeza será de conhecimento fundamental para os desenvolvedores dos próximos anos.

Para aqueles que tiverem interesse em saber um pouco mais sobre a implementação de RIA com Silverlight a melhor fonte é o site oficial: www.silverlight.net.

Nos próximos dias darei continuidade a essa série com um post sobre configuração de ambiente de desenvolvimento Silverlight.

Um grande abraço a todos.

Aubry Maciel (http://twitter.com/aubrymaciel)
Equipe Accendis

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Introdução

Este artigo visa demonstrar alguns conceitos básicos para você que está começando a trabalhar profissionalmente com .NET e se encontra no seguinte momento da carreira: “Vou começar um projeto do zero, qual é a melhor forma de se trabalhar?”

Vamos apresentar alguns tópicos interessantes sobre o conceito de camadas e noções de arquitetura de sistemas empresariais comuns. Vamos discutir de forma simplificada como os conceitos se relacionam, para que de fato, você consiga ter um norte para começar a desenvolver um projeto. E por fim, vamos demonstrar como tudo isso acontece organizando os projetos no Visual Studio 2008. No final do artigo temos o exemplo completo para download.

Conceitos Iniciais: Perguntas e Respostas

  1. Ouço muito falar em desenvolvimento n-camadas. Mas exatamente o que são camadas?
    É praticamente um consenso no mercado a separação do software em camadas. Para saber quais são as camadas físicas da aplicação, basta fazer a seguinte pergunta: “Em quais máquinas meu sistema irá rodar?”. Como respostas comuns, a vasta maioria das aplicações em .NET rodam em um servidor Web com o auxílio de um servidor de banco de dados. Portanto, temos 3 camadas físicas rodando em 2 máquinas: Apresentação (servidor web), Regras de negócio (servidor web) e Persistência (servidor de banco de dados e servidor web).

    Outras correntes de pensamento julgam que o número de camadas é proporcional ao número de componentes que podem rodar independentemente. Por exemplo, no caso acima, se tivéssemos também um Windows Service com o qual a parte web se comunicasse, teríamos uma quarta camada. Mesmo que o serviço rode na máquina da web.  Ou seja, na prática, o que vale mesmo é o número de “pedaços de software independentes” que fazem alguma coisa. Podemos dizer que a camada de negócios é independente pelo fato que ainda é possível rodar apenas a lógica de negócios sem a necessidade da camada de apresentação através de técnicas simples como testes unitários, por exemplo.

    Camadas lógicas são grupos de funcionalidade geralmente reutilizáveis, mas que não conseguem rodar dentro de um contexto isoladamente. Por exemplo, podemos falar em camada de acesso a dados: tal camada lógica pode ser chamada de um serviço do WCF, de uma aplicação Web clássica ou então, de uma aplicação Windows comum. Uma camada física pode conter várias camadas lógicas. Por exemplo, a camada de negócios pode conter uma camada de regras de negócio, outra camada de controle de segurança, etc…  Mas necessariamente estão no fluxo de dados principal da aplicação.

    Resumindo, camada é todo o “pedaço de software” que participa do fluxo de dados principal da aplicação. Caso o “pedaço de software” não participe mandatoriamente do fluxo de dados principal, mas é sempre utilizado de alguma forma, provavelmente estamos em vista do que chamamos de componente.

  2. O que são componentes na prática?
    Componentes são conjuntos de classes e funções agrupados por funcionalidade similar, que podem servir a qualquer tipo de propósito e podem ser chamados por qualquer outra camada, componente ou mesmo, várias camadas e componentes. Geralmente  os componentes são pensados com o reuso em mente. Inclusive, geralmente vemos que as empresas se preocupam mais em criar componentes do que camadas reutilizáveis. Na prática, ao criar uma camada de acesso a dados, não temos como reutilizar em outro projeto totalmente diferente. Porém, um componente de controle de exceções ou componente de envio de e-mail é sempre reutilizável.
  3. O que são aplicações corporativas na prática
    Aplicações corporativas são aquelas onde a sua razão de existir se justifica pela real necessidade de resolver um problema da empresa. Simples assim. Ela serve para otimizar algum processo interno, podendo ter uma criticidade alta e também, podendo ser responsável por causar grandes prejuízos à empresa caso ela não esteja no ar. Podemos afirmar que na prática, todas as aplicações corporativas trabalham com banco de dados em algum momento. Aplicações não-corporativas são aquelas que na prática são úteis apenas para uma pessoa e não para um conjunto de pessoas ou então, no caso de jogos, servem para diversão. Tais aplicações podem ser muito mais complexas ou muito mais simples do que aplicações corporativas e quase sempre são pensadas de formas totalmente distintas de uma aplicação corporativa.

Cuidados importantes

O desenvolvimento em múltiplas camadas exige que o desenvolvedor/arquiteto tenha muito senso de organização. Nós da Accendis já presenciamos vários equívocos. Vamos a eles:

  1. Não exagere no número de camadas! Utilize o mínimo de camadas necessário para que a aplicação funcione hoje e amanhã, quando for preciso criar novas funcionalidades. Quanto maior o número de camadas, maior será a lentidão da aplicação, pois os dados deverão atravessar mais obstáculos do que o necessário.
  2. Não tenha medo de separar em camadas! Há uma grande quantia de sites que usam apenas um projeto Web para fazer tudo do sistema. Tudo! Outras equipes usam o mesmo Windows Service (.exe) para colocar todas as regras de negócio do sistema, tornado-o impossível de debugar. O maior erro dos desenvolvedores é não pensar na testabilidade do código, isto é, provar de jeito simples que o código funciona. E depois, o Visual Studio é bem prático para se trabalhar com vários projetos. Como outras vantagens, temos maior clareza e organização, e no caso onde há controle de versão, quanto maior o número de arquivos e projetos, mais divisíveis são as tarefas.
  3. Evite adotar padrões de projeto prontos que são facilmente encontrados na web. Não é por que parece ser lindo usar alguns tipos de elementos de arquitetura que você realmente precisará usar. O exemplo mais clássico disso é o fato de se usar uma camada de regras de negócio que na prática, só serve pra chamar a camada de acesso a dados.
  4. Não confunda os papéis das camadas! Evite colocar regras de negócio nas páginas de code-behind. Evite colocar nas regras de negócio componentes que podem ser reutilizáveis… Enfim, use o bom senso!
  5. Use e abuse do conceito de Namespaces. Separe classes similares em pastas. Esta dica é especialmente importante para código VB.NET, onde a lógica de namespaces é confusa para os recém-chegados.
  6. Geralmente se cria 01 projeto para cada camada lógica da aplicação. Não se recomenda juntar camadas num mesmo projeto (isto é, uma DLL com mais de uma função geral). Não se recomenda também criar vários projetos para um propósito similar.
  7. Cuidado ao utilizar padrões novos/avançados de projeto, como por exemplo, inversão de controle, arquitetura de plugins ou suporte a script. Use tais recursos somente se for absolutamente necessário e se todos os riscos de fracasso estiverem controlados. O mesmo vale para arquiteturas Web 2.0, como RIAs, MVC, etc… Atualmente, a escolha da tecnologia da camada de apresentação acarreta em alterações profundas na arquitetura do sistema com um todo. O fluxo de dados se modifica radicalmente. O maior risco é a falta de conhecimento dos desenvolvedores, que já são obrigados a absorver as novidades tecnológicas em uma velocidade estonteante. Mas, sempre esteja informado sobre novidades arquiteturais, pois as mesmas podem causar uma drástica redução da carga de trabalho. Um grande exemplo é o uso do Entity Framework ou NHibernate.
  8. Refactoring não é crime! Não tenha medo de alterações grandes no seu projeto! Projetos são feitos para resolver o problema do business. Como o problema a ser resolvido pode mudar com o tempo, seu projeto e sua arquitetura também podem ser influenciados. Por exemplo, podemos ter uma página da web com alguma funcionalidade que precise também estar presente em aparelhos móveis. Obviamente as mudanças são necessárias no número de camadas, nas formas de trocas de mensagens, etc. Outro exemplo pode ser a remoção de uma camada de acesso a dados antiga feita em ADO.NET clássico para evoluir com o LINQ ou NHibernate. Outras vezes, você ser surpreendido com a necessidade de suportar mais de um banco de dados na mesma aplicação. As coisas mudam. Não seja resistente a mudanças. Aproveite!

Arquitetura básica de um projeto Web em ASP.NET

Os projetos web de hoje em dia são relativamente complexos. E projetos de grande porte geralmente acompanham serviços, executáveis e demais acessórios para realizar tarefas diversas que não sejam apenas respostas a requisições da Web.

Porém, de alguma forma tais aplicações estendem ou imitam o padrão. Basicamente, quando se usa .NET, a receita de bolo é a seguinte, mas não necessariamente a mais “profissional” ou “correta”:

  1. [Camada de apresentação] Crie um projeto do tipo “Web Application” no Visual Studio. Não crie o projeto como “Web Site” pois esta decisão acarreta em várias dificuldades em criar funcionalidade comum a todas as páginas e causa dificuldades grandes ao referenciar dlls de outros projetos.
  2. [Camada de negócios] Para a camada de negócios, geralmente se cria um projeto do tipo “Class Library” para conter regras de negócios e outra “Class Library” para conter as entidades da aplicação. Portanto devem ser criados 2 projetos. Vale relembrar que os projetos do tipo “Class Library” são bibliotecas que quando compiladas viram DLLs comuns.
  3. [Camada de acesso a dados / Persistência] No mínimo sua aplicação terá que acessar os dados de alguma forma. Os dados podem ser expostos pelo banco em forma de tabelas, views ou stored procedures. Para isso, você terá que escrever ou usar outra solução que automatize o processo de criação de métodos para se comunicar com o banco. Crie um projeto do tipo “Class Library” para o projeto de acesso a dados também.
  4. [Componentes] Crie uma biblioteca de componentes utilitários. Este projeto deverá conter componentes úteis para todas as camadas. No caso real, pode haver mais projetos de componentes.
  5. [Testes Unitários] Crie uma biblioteca para guardar testes unitários. Para isso, é preciso ter alguma versão do Visual Studio que suporte a criação de testes unitários ou então, usar o NUnit para criar os testes.

Com isso, vamos acabar com uma solution com 6 projetos, ainda isolados entre si. Vamos discutir sobre como referenciar os projetos dentro da solution.

  1. Todas as camadas devem referenciar a DLL de entidades da aplicação.
  2. O projeto de testes unitários deverá referenciar todos os projetos da aplicação, com exceção do projeto Web.
  3. O projeto Web referencia a DLL de negócios.
  4. O projeto de negócios referencia a DLL de acesso a dados.
  5. Todos os projetos, inclusive o de testes unitários, poderão referenciar a DLL de componentes, à medida da necessidade.

O diagrama conceitual da Solution do Visual Studio fica com o mostrado nas figuras abaixo. Como nós da Accendis já passamos por vários projetos em várias empresas, uma das tendências que encontramos foi a nomenclatura em inglês de namespaces, classes e métodos. Mas na prática, muitas pessoas acabam misturando as nomenclaturas para que o nome fique o menor possível. O maior argumento para usar nomenclatura em inglês é o fato de haver chances de vender o sistema para algum comprador internacional, tendo como premissa que o cliente final deverá ter condições de manter o código.

Na imagem abaixo estão os detalhes de cada projeto a ser criado:

Lista de todos os projetos a serem criados no Visual Studio

Lista de todos os projetos a serem criados no Visual Studio

Nesta imagem abaixo, podemos ver um desenho mostrando as dependências entre cada projeto:

Relacionamento entre os diversos projetos da Solution do Visual Studio

Relacionamento entre os diversos projetos da Solution do Visual Studio

Conclusão

Com esta noção inicial de como organizar um projeto, como referenciar projetos e soluções, você está pronto para começar a entender ou mesmo criar um projeto empresarial Web comum de médio porte. Entretanto, este modelo muitas vezes pode ser estendido com mais pedaços de software, como Web Services, Windows Services e mesmo, alguma camada de aplicação RIA, como Silverlight ou Flex.

Antes de encerrar este artigo, queremos deixar claro que quase sempre compensa fazer este tipo de solução, com componentes separados em camadas. O que se vê por aí é que o projeto começa pequeno, cresce desordenadamente e fica impossível de se trabalhar com o tempo. Logo, o tempo inicial para montagem da solução compensa o esforço de refactoring futuro.

Para baixar esta solução de exemplo, clique aqui para obter a solução em formato zip, utilizando Visual Studio 2008 Team System e compilado em .NET Framework 3.5 SP1. No projeto de testes, referenciamos a DLL NUnit.Framework.

Dúvidas, Sugestões, Reclamações ou Dicas? Comente!

Grande abraço!
Mário Meyrelles (http://twitter.com/mariomeyrelles)
Equipe Accendis

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Introdução

Periodicamente vamos publicar este tipo de post para responder a algumas questões que surgem no nosso dia-a-dia, nos nossos treinamentos ou mesmo, ao conversar com profissionais de diferentes áreas de conhecimento.

Neste post vamos falar sobre como é trabalhar com .NET. Você saberá o que é preciso para começar a aprender, caminhos de aprendizado, tendências, comparação com outros frameworks concorrentes, ferramentas e dicas diversas. Vamos lá!

1. O que é a plataforma .NET?

Falando de forma resumida, a plataforma .NET é um conjunto de ferramentas e infraestrutura para executar código geralmente escrito em C# ou Visual Basic.NET. Na prática, usa-se .NET em vários contextos, como Websites dinâmicos, programas para Windows Forms e aparelhos móveis como celulares e dispositivos móveis diversos que contenham sistemas embarcados.

2. Qual é a linguagem de programação para usar com .NET?

Basicamente, temos o C# e o VB.NET. O C# é a linguagem com o maior suporte na comunidade e com a maior quantidade de exemplos. Sua sintaxe é limpa, absorvendo a parte boa de linguagens Java e C++ e até mesmo, absorve conceitos de linguagens mais modernas. A linguagem VB.NET possui compatibilidade total em termos de funcionalidade com a linguagem C#. Ela é usada normalmente por empresas que já utilizavam alguma tecnologia baseada em VB6. No Brasil seu uso é muito difundido e em projetos de migração de ASP 3.0 para ASP.NET, por exemplo, em quase 100% dos casos a migração termina com VB.NET. Como nossa opinião , recomenda-se o uso do C#, pois o mesmo nasceu para a plataforma .NET e a Microsoft jamais a tirará do mainstream. A maioria das consultorias que usam o C# como linguagem padrão e até mesmo, impedem formalmente o uso de VB.NET. O mercado também, embora de forma velada, demonstra certo preconceito contra programadores de VB/VB.NET, já que é possível programar sem regras tão rígidas como as do C#.

3. O que é preciso para começar a aprender .NET?

Na prática, todos nós aprendemos .NET e tecnologias correlatas, como Javascript e linguagem SQL para conseguir criar aplicações que acessam dados. Para se trabalhar com .NET é preciso utilizar ferramentas que não são gratuitas. Embora seja possível trabalhar com ferramentas gratuitas, na prática, as ferramentas gratuitas não permitem que você crie aplicações profissionais como por exemplo, aplicações de várias camadas no mesmo projeto. Os investimentos da Microsoft são realizados apenas para o Visual Studio e todos os fabricantes de plugins só consideram a existência do Visual Studio.

Para começar o ideal é conseguir uma versão trial tanto do Visual Studio como uma versão trial do SQL Server 2005/2008. Com isso o aprendiz já tem a capacidade de criar coisas profissionais e já tem a visão de como se trabalha no dia-a-dia com .NET e SQL Server. Outra opção é conseguir uma máquina virtual configurada. Isso isola completamente o ambiente de desenvolvimento, mas em compensação, há o custo de HD, CPU e memória extra a ser considerado nesta opção. Para usar tranquilamente uma máquina virtual recomenda-se 4GB de memória e CPU de 2 ou mais núcleos.

Porém, além das ferramentas acima, não é preciso mais nada. Não é preciso conseguir plugins, componentes de terceiros ou nada a mais em especial para começar a desenvolver aplicações comuns, diferentemente de Java, que obriga o desenvolvedor a ter que procurar ferramentas diferentes para tipos diferentes de projeto – ou pior(?!) – permite que o mesmo trabalho seja feito com diferentes ferramentas. Entretanto, com o passar do tempo você poderá instalar algumas extensões para o Visual Studio, como por exemplo, um conjunto de controles visuais profissional, como o oferecido pelo Telerik.

4. Quais são os tipos mais importantes de aplicações .NET?

No Brasil, a maioria esmagadora de vagas exige o conhecimento de ASP.NET, que é a criação de páginas dinâmicas com .NET. A construção de páginas em ASP.NET na prática exige mais do desenvolvedor, como conhecimento em SQL Server, ADO.NET, Javascript, CSS e mais recentemente, tecnologias Ajax. Nas exigências de conhecimento em banco de dados, as empresas exigem que o desenvolvedor saiba criar procedures, functions, triggers e views. Logo, para quem está querendo lugar no mercado de desenvolvimento, basicamente é preciso que se saiba apenas a parte Web. Pode ser necessário também conhecer o desenvolvimento de Webservices e mais recentemente, serviços do WCF.

Entretanto, há muitas empresas que desenvolvem para Windows Forms e também, desenvolvem Windows Services. Este conhecimento é importante mas não é tão necessário para o mercado, embora os mesmos sejam até mais simples para se trabalhar.

Outro ramo que surge com crescente interesse é o desenvolvimento de aplicações para celulares e dispositivos móveis, tanto para Windows (aplicações para um celular como por exemplo um gerenciador de contatos comum) como para ASP.NET (por exemplo, um site de banco).

As áreas de desenvolvimento para Office e Sharepoint estão crescendo mas ainda não são tão importantes como o desenvolvimento Web. O .NET só ganhou grande importância e grande quantidade de usuários devido ao seu modelo de programação para aplicações Web.

5. Comparação de .NET com PHP e Java (J2EE)

O PHP possui também um grande mercado e grande parte de suas ferramentas são livres. O Java também. Entretanto, o PHP é uma tecnologia exclusivamente desenhada para sites Web (por favor me corrijam se eu estiver errado neste ponto!) e não serve para aplicações desktop ou de outros tipos comuns. Logo, não se usa PHP para aplicações empresariais complexas. O .NET foi criado pela Microsoft para concorrer com a Sun no disputado mercado de linguagens de programação.

Após ambas tecnologias chegarem à maturidade atual, é difícil apontar algo que não seja possível criar com as versões máximas de cada tecnologia, com qualquer tipo de ferramenta a disposição e com orçamento ilimitado. Quem trabalha com .NET poderá ter dificuldade de criar aplicações modernas para Linux, já que é preciso utilizar o Mono para compilar o código. Já quem utiliza Java poderá ter dificuldade de conseguir criar os designs estonteantes que o WPF (Windows Presentation Foundation) permite criar.

Na prática, aplicações empresariais são criadas hoje em dia apenas com Java (J2EE) ou com .NET. A escolha da tecnologia é geralmente moldada pelas necessidades do cliente final, como a hospedagem, licenças disponíveis e etc. Quanto aos custos de aprendizado, ambos são similares. Quanto aos custos de se usar tais tecnologias, o custo tanto dos desenvolvedores como os de software podem variar muito. Muitas vezes a variável que acrescenta custo ao projeto é externa, como por exemplo, o custo maior do banco de dados Oracle em relação ao SQL Server. O .NET segue mainstream na Microsoft e o Java pertence à Sun, que até o momento da escrita deste post está para ser comprada pela Oracle. Acreditamentos que o desenvolvimento de melhorias para as tecnologias baseadas em Java continuarão a todo vapor.

Para quem está começando, recomendamos o uso do .NET atual, que está muito maduro, possui uma excelente linguagem de programação, excelente suporte e principalmente, um ecossistema de tecnologias e fornecedores muito simplificado. É sempre o mesmo servidor web, sempre a mesma forma de instalar, sempre a mesma forma de desenvolver a aplicação web – sem grandes dificuldades em termos de infraestrutura. Para quem está na faculdade ou numa empresa de desenvolvimento, há chances de haver uma chance de parceria com a Microsoft para fornecimento de sistemas operacionais e ferramentas de desenvolvimento, tornando o custo inicial de adoção e aprendizado menor. Por exemplo, a Accendis conta parceria da Microsoft tendo acesso a grande parte dos seus produtos para desenvolvimento de aplicações.

6. Quem ganha mais? Um desenvolvedor Java ou .NET?

Essa questão é realmente complicada de responder. Mas conversando com os nossos colegas de mercado tanto de Java como .NET, vimos a notar que de fato, os salários são similares. Acredita-se que o mercado de desenvolvedores Web é maior para quem trabalhar com tecnologia .NET. Já para quem trabalha com Java, acredita-se que o mercado é maior para quem trabalha com aplicações empresariais ligadas a processos de negócio. Para vagas sênior de São Paulo, salários CLT tanto de .NET como Java pagam de 5.000 a 7000 reais, dependendo das necessidades de skill da vaga e se realmente, você for apenas programar e no máximo, liderar uma equipe – isto é – se você não for gerenciar projetos. Para vagas de pleno temos uma faixa de 3.000 a 5.000 reais e para júnior, até 3.000 reais. Os valores são válidos para São Paulo e região.

7. Em resumo, quais são as coisas que um desenvolvedor típico de .NET precisa saber?

Em resumo um desenvolvedor completo de .NET precisa saber:

  • C# ou VB.NET (orientação a objetos, construções, arquitetura de eventos, etc…)
  • ASP.NET (ciclo de uma páginas web, arquitetura cliente-servidor)
  • ASP.NET Ajax
  • HTML
  • Javascript
  • CSS
  • Webservices/WCF
  • SQL Server (linguagem T-SQL)
  • Criação de Windows Services
  • Noções de separação de camadas da aplicação
  • Compreensão de diagramas da UML

Outros tipos de skill podem ser cobrados de forma mais específica, com por exemplo, conhecimento em Business Intelligence, conhecimentos matemáticos, edição de imagens e conhecimento em design,  Windows Workflow Foundation, Sharepoint, Integração com Office e mais.  Porém o que as pessoas mais valorizam numa empresa comum (isto é, sem ser uma consultoria de software) é a capacidade de transformar regras de negócio em melhorias para a empresa. O desenvolvedor que aprende a regra de negócios, que consegue gerar documentos adequados e consegue fazer com que seu time gere valor com o software tem grandes chances de subir em sua carreira. Pessoas assim não são só apenas programadores, mas sim, analistas de sistemas e mais tarde, gerentes de equipe, gerentes de TI e eventualmente, assumem posições com capacidade de decidir sobre a evolução do business.

8. Ok! Como fazer para começar com o aprendizado?

Realmente, o melhor jeito de começar é lendo algum livro e começar pelo caminho do auto-aprendizado. As faculdades atualmente não ensinam o .NET na sala de aula e portanto é preciso procurar por tutoriais, livros, revistas e mesmo cursos. O importante é que você já precisa conhecer programação para começar a aprender .NET, Java ou demais tecnologias atuais.

Há inúmeras fontes de informação e após ler os conceitos básicos da linguagem, use seu tempo e crie por exemplo, um cadastro simples e depois um sistema completo um pouco menos simples – com essa experiência você conseguirá ter uma real noção dos problemas que acontecem como erros de todos os tipos.

Dependendo do projeto, das experiências vividas na empresa e aplicação do desenvolvedor, diz-se que é possível ver uma pessoa chegar a um nível pleno em 12 meses. E vale lembrar que mesmo que você já conheça alguma tecnologia, você sempre será iniciante em uma tecnologia mais nova. Por exemplo, se você já conhece ASP.NET não necessariamente será bom em Silverlight sem estudar, sem se aplicar e sem ter horas de vôo na tecnologia em questão. Evite estudar/adotar tecnologias muito novas que ainda não possuem o devido grau de suporte e aceitação no mercado.

Grande Abraço

Equipe Accendis.

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Introdução

Muitas vezes é necessário debugar a página que do jeito que aparece no browser, tentando entender o fluxo de javascript, chamadas ajax, estilos de CSS e organização dos elementos na página. Para ajudar a desenvendar o que se passa no browser selecionamos 2 plugins muito úteis que complementam o Firefox.

All-in-one Sidebar

Simplesmente obrigatório. Gerencia os plugins, downloads, complementos do próprio Firefox, temas e principalmente, organiza muito bem os favoritos. E dentro dos favoritos é possível ter uma pasta de feeds rss também.

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Brief

Um excelente leitor de feeds RSS. Capaz de interpretar também imagens, animações em flash, bookmarks, lixeira e também, é capaz de exportar sua lista de feeds para um arquivo .opml .

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Firebug

O Firebug simplesmente é uma ferramenta obrigatória para qualquer desenvolvedor web. Este complemento destrincha qualquer página web, inspecionando o html, debugando o javascript gerado, analisando o css (inclusive, overrides de elementos), mede o peso da página e também, permite que você analise os requests e responses em total detalhe. Muito superior ao Fiddler do Internet Explorer.

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Web Developer

Este add-on é muito útil, aparecendo como uma nova barra de ferramentas na tela do Firefox. Com esta barra, é possível realizar várias operações interessantes como exibir divs, esconder imagens, mostrar erros de código e css, modificar o html e arranjo de frames, e várias outras funcionalidades muito numerosas e precisam ser exploradas conforme sua necessidade. Com o Firebug e Web Developer, você tem a total visão de conjunto de sua página web.

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Grande abraço e até a próxima!

Equipe Accendis

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Introdução

Como trabalhamos com cursos é muito comum em nosso dia-à-dia perguntas e comparações entre nossos cursos de desenvolvimento de software e os de certificação oferecidos por algumas empresas.

Para isso vamos listar aqui as principais perguntas realizadas e suas respectivas respostas:

1 – Qual curso é melhor? Um curso prático para o mercado ou um curso de certificação?

A resposta para esse pergunta depende do momento da carreira que você está vivendo. Se você é um profissional com anos de experiência na tecnologia em questão e que já trabalhou com variados tipos de projetos, o ideal é fazer um curso de certificação onde você poderá aprender todos os detalhes, desde o B+A = BA até o mais avançado. Isso é possível porque você já tem experiência e está empregado, com certo tempo e dinheiro para fazer um curso mais longo de certificação.
Se você é um profissional que está começando a carreira (menos de 3 anos de experiência), ou então está migrando para uma nova tecnologia é recomendado um curso mais prático e focado para o mercado. Esse tipo de curso vai capacitá-lo a fazer as principais coisas exigidas pelo mercado em um menor tempo e com menor custo. Este é o perfil do curso da Accendis, que na prática, é complementar aos cursos de certificação focados para uma determinada prova da Microsoft. Nossos cursos abrangem múltiplas áres de começo, inclusive, áreas  de conhecimento que muitas vezes não são cobertas pelos cursos de certificação do mercado.

2 – Certificações realmente implicam em melhores salários e empregos?

Para algumas empresas as certificações são critérios decisivos para a tomada de decisão tanto no momento da contratação como na negociação de um aumento. Tais costumam ser também boas empresas para se trabalhar e possuem vários outros critérios quantitativos similares para admitir e aumentar o salário dos seus funcionários. Porém, para a grande maioria das empresas, a certificação não um fator tão determinante. O erro de muitos profissionais é focar apenas em conseguir certificações sem ter experiência de mercado nas tecnologias e isso pode ser percebido facilmente durante a análise de um currículo. Um analogia comum no mercado diz que “certificações são como a cereja do bolo”. E isso é uma grande verdade. O profissional deve ser experiente em todos os aspectos e finalmente, comprovar seu expertise com a certificação. Inclusive, as certificações mais recentes da Microsoft recomendam que o candidato tenha “working knowledge” na área da prova de interesse.

3 -Qual curso devo procurar se estou iniciando minha carreira e não consigo entrar no mercado de trabalho?

Com certeza você deve procurar um curso mais prático e dinâmico. Dessa forma dentro de poucos meses você estará apto a desempenhar as principais tarefas exigidas pelas empresas e conseqüentemente, a quantidade de oportunidades de emprego vai crescer consideravelmente. A Accendis, através de seus cursos, proporciona esta chance de aprendizado a preços realmente acessíveis.

4 – Qual a melhor forma para obter uma certificação?

Assim como perder peso, obter uma certificação não tem segredo a não ser sacrifício. Em outras palavras, ter experiência prática nas técnologias em questão e também estudar muito. O estudo é apenas um complemento para os detalhes mais técnicos que muitas vezes não se aprende no dia-a-dia. Para obter certificações, não é necessario fazer um curso de certificação, embora obviamente um curso de certificação focada para uma prova seja sempre uma boa oportunidade de aprendizado extra. É possível estudar pelo material da Microsoft. Hoje, grande parte das provas de desenvolvimento de software possuem livros correspondentes. Este material é de muita qualidade. Os livros contém CDs, questionários, simulações de prova, casos da vida real e cobrem o conteúdo de maneira mais focada. Uma ótima alternativa que também dá muito certo.

5 -  E o curso da Accendis? Compensa fazer?

O curso da Accendis possui o diferencial de contar com turmas pequenas (5 a 10 alunos). Os treinadores do curso são os fundadores da Accendis, experts e certificados em desenvolvimento de software com tecnologia Microsoft. As aulas são relativamente densas, com bastante conteúdo da vida real tirado de nossa própria experiência profissional e bastante conteúdo técnico. Nós visamos formar o aluno de forma que ele possa inclusive, colaborar conosco em projetos futuros. Com essa visão, o foco é ensinar o aluno de forma consistente, focando em deixá-lo apto a trabalhar nas mais diversas empresas atuando com os melhores padrões de desenvolvimento aceitos pela comunidade internacional. Como exemplo, o aluno já aprende noções gerais como organização dos projetos, estrutura de código, classes, camadas lógicas e físicas, noções de design de aplicações (UML, Banco de dados, ORM), LINQ, testabilidade de código, design patterns e muito mais. A turma poderá optar por C# ou Visual Basic. O curso é ministrado com o framework do .NET 3.5 SP1, com todas as melhorias trazidas pela última versão deste framework atualmente muito maduro.

Pessoal, por hoje é isso. Esperamos ter auxíliado vocês nesse tipo de decisão importante na carreira que são o cursos realizados e as certificações obtidas.

Um grande abraço à todos.

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Neste blog você encontrará além de tópicos técnicos, muitas coisas legais como dicas, análises e um pouco das nossas experiências do dia-a-dia. Espero que vocês gostem e aproveitem também para acompanhar nosso Twitter!

Grande Abraço!

Equipe Accendis

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